Lendas e tradições

Lenda da Capela de Nossa Senhora de Ceiça e o Mosteiro de Santa Maria de Ceiça
 
Ligada a estes monumentos existe uma lenda contada por Frei Agostinho de Santa Maria no “Santuário Marino”. Diz ela que, correndo o ano de 1160, encontrando-se D. Afonso Henriques em Coimbra, foi vítima de alguns “achaques”, pelo que, a conselho dos médicos, desceu ao longo do rio Mondego, com o objectivo de chegar ao mar, e banhar-se nas suas águas. Sendo estes sítios que bordejam o Mondego de grande beleza e paz, consta que o rei se sentiu tão aliviado de seus males que, quando chegou à praia, se encontrava já refeito de seus padecimentos. Muito religioso, sabe-se que o rei, ao saber da existência de uma ermida dedicada a Nossa Senhora, quis ir rezar nela. Aconteceu que um seu cavaleiro, ao pretender caçar uma lebre que se levantara diante dos seus pés, caiu como morto. Conduzido para a ermida, a fim de ali ser enterrado, logo que o corpo tocou o chão, levantou-se curado. Dando graças à Senhora, prometeu logo ali que entregaria a sua vida ao rei, e que viveria e morreria naquela ermida. À vista de tal milagre, consta que D. Afonso Henriques decidiu fundar aí um convento de monges, dando assim origem ao Mosteiro de Ceiça. 
 
Lenda da Fonte de São João.
Celebrava-se faustamente, e ultimamente mais moderadamente, a festa de S. João de 23 para 24 de Junho próximo dessa fonte, atribuindo às suas águas a capacidade de juntar para sempre um casal que delas bebesse nessa noite.
A tradição destas festas e do culto perdem-se no início da fundação da nacionalidade, estabelecendo-se o ano de 850 como o mais provável para a edificação de uma ermida no local onde ficaria posteriormente a capela. As telas que se encontram actualmente no interior reproduzem essa data, a que também se atribuí o milagre e a Lenda de Montemor-o-Velho.
 
TRADIÇÕES
• Chouriçadas da capela do Porto Godinho 
• Chouriçadas da capela de Calvino 
• Corridas de Barcas no Rio Pranto 
• Desde há várias gerações que na Borda do Campo existe a tradição da construção de embarcações fluviais.
Essa tradição permanece atá aos dias de hoje com a construção de Barcas.
A Barca é uma embarcação feita em madeira de pinheiro bravo, mede aproximadamente 4,5 metros de comprimento por 1,1 metro de largura.
A sua propulsão é feita por um varejão (vara de eucalipto com cerca de 4 metros de comprimento e com 40 mm de diâmetro de base, tendo um bico para facilitar o seu arranque do lodo dos campos).
 
Uma das características destas embarcações é o facto de ter o fundo chato, o que lhe permite navegar em zonas onde a água é menos profunda.
 
É utilizada sobretudo para a navegação nos campos de arroz.
 
A sua é cor tipica é o preto, devido a ser pintada com breu ou pês (derivado de resina).
 
Nos dias de hoje devido ao breu ser um material raro e de difícil aplicação, utiliza-se tintas industriais.